Cargill, refaça os estudos de impacto ambiental no porto de Santarém (PA)

Cargill, refaça os estudos de impacto ambiental no porto de Santarém (PA)
A importância deste abaixo-assinado

Desde 2003, o terminal portuário da empresa Cargill opera em Santarém por meio de licenças concedidas de maneira irregular. Além de ter iniciado suas atividades sem apresentar um Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), a empresa produziu posteriormente - e somente após decisão judicial - estudos que apresentam uma série de lacunas e não prevêem impactos a comunidades indígenas e quilombolas, por exemplo. Esses povos sofrem diariamente as consequências da atividade portuária e do avanço do agronegócio na região, estimulados pela instalação da empresa.
Em agosto de 2020, a Cargill solicitou à Semas a renovação da Licença de Operação da Estação de Transbordo de Cargas em Santarém. A antiga licença venceu em novembro do ano passado e, até agora, uma nova licença não foi concedida. Nesse processo de renovação, a Semas deve estabelecer condicionantes para a operação da empresa, que observarão os impactos previstos nos estudos de impacto ambiental, que estão incompletos.
Dessa forma, não é possível aceitar que uma empresa do porte da Cargill continue operando sem que seus impactos sejam observados nos estudos e que sejam reparados através de condicionantes coerentes que, inclusive, identifiquem povos indígenas e quilombolas afetados.
A Cargill não pode continuar operando com uma licença para destruição!
Dessa forma, solicitamos à Semas que condicione a renovação da licença da Cargill à reparação da série de irregularidades cometidas até agora, por meio da retificação dos Estudos de Impacto Ambiental da empresa, que devem prever:
-a elaboração do Estudo de Componente Quilombola
-a elaboração do Estudo de Componente Indígena
Além disso, também reivindicamos que a empresa faça um plano de controle de navegação para garantir menos riscos de impactos de terras caídas por causa da grande quantidade de navios circulando na região.
É preciso lembrar que todos essas etapas, inclusive a retificação dos Estudos de Impacto Ambiental, devem ser precedidos de um efetivo processo de Consulta Prévia, Livre e Informada, conduzido segundo as orientações de indígenas, quilombolas e pescadores tradicionais, conforme estabelece a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Reparação Já!
Tomadores de decisão
- Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas)